XI – RINOSSEPTOPLASTIAS. AVANÇOS EM ESTÉTICA – FUNCIONAL DO NARIZ

Estratégias adotadas para cirurgias minimamente invasivas sob anestesia local, alta no mesmo dia e sem tamponamento oclusivo, visando melhorar a estética e a respiração nasal e também tratar as sinusites e o ronco, no mesmo ato cirúrgico :

 01 – O máximo de zelo em obter uma boa respiração, procurando direcionar a coluna aérea principal para cima e permeabilizar o complexo ósteomeatal, trabalhando no septo, cornetos inferiores e médios, visando também favorecer o tratamento das sinusites (vide “Microturbinoplastia do Corneto Médio Sob Anestesia Local – Técnica Pessoal”. Apresentado no VII Congresso Brasileiro de Rinologia e Estética da Face).

02 – Cirurgia concomitante do véu palatino, quando existir deformidade deste, ocasionando o ronco (vide Microuvulopalatoplastia – MUPP – sob anestesia local – Técnica Pessoal. Apresentado no XXXIII Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia).

03 – Adoção do conceito de que um nariz não muito grande, reto, proporcional ao tamanho e formato do rosto, também é belo. Não será necessário diminuí-lo muito, na maioria das vezes. Objetiva-se com isso um nariz natural com aspecto de que nunca fora operado, funcionante e sem futuras deformações.

04 – Correção e embelezamento nasal sem fraturas, a não ser em casos de pirâmides ósseas muito defeituosas, ou desviadas.

05 – Preferência em elevar a ponta nasal e o terço médio, reduzindo o dorso ósseo com lixa em vez de raspa, mantendo o dorso cartilaginoso quase intacto.

06 – Trabalho na cartilagem quadrangular para obter “push-down” restrito ao dorso cartilaginoso, em certos casos.

07 – Mínimas ressecções do terço médio para poupar a cartilagem triangular que protege a válvula nasal, evitando as temidas sequelas estéticas e funcionais.

08 – Uso de enxertos autólogos preferentemente, ou seja, do próprio paciente (septo e orelha): asa de gaivota com cartilagem da orelha, condromonocutâneo com pele e cartilagem da orelha, struck do septo, e demais com cartilagem inteira ou esmagada.

09 – Redução, aumento ou fortalecimento da asa nasal.

10 – Redução ou aumento do orifício narinário.

11 – Secção dos músculos tensores, elevando a ponta e tratando o lábio senil.

12 – Trabalho nas cartilagens alares e columela, ressecando, suturando e colocando enxertos.

13 – Tratamento adequado da válvula nasal pois é a área de maior estreitamento dentro do nariz, e pouco examinada, responsável pelo grande número de fracassos cirúrgicos e na adaptação de CPAPs (aparelhos que auxiliam o paciente a respirar insuflando ar pelas narinas). Ela deve ser muito bem avaliada com manobras de abertura e testes de resistência, pois é a região mais importante para a entrada do ar dentro das narinas. Exames apenas com videoendoscópios e espéculos não avaliam devidamente esta região. Pequenos defeitos ali geram grandes manifestações clínicas e o tratamento envolve, não somente elementos endonasais, como o septo e o corneto inferior, mas também a estrutura narinária e o dorso cartilaginoso, tendo o cirurgião otorrinolaringologista também, muitas vezes, que elevar e encurtar o nariz e trabalhar no dorso ósseo.

Saiba mais: Nova técnica cirúrgica no tratamento das sinusites , Cirurgia plástica do naris e Para saber mais sobre o Nariz

 

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