XXI – A ROUQUIDÃO – Doenças da Laringe

A Laringe é um importante órgão músculo-cartilaginoso, situado entre a faringe e a traquéia, composto de 9 músculos e 5 cartilagens, desempenhando a importante função de produzir o som, bem como também, respiratória e esfincteriana. É sede das mais diversas patologias, que se manifestam através da disfonia (rouquidão), tosse e dispnéia (falta de ar).

A rouquidão aparece quando existe alguma alteração nas cordas vocais (pregas vocais) acarretando dificuldade na emissão do som falado. As causas mais comuns são as infecções viróticas (gripe ou resfriado), infecções bacterianas, alergias, irritação (fumo, álcool, uso inadequado e exagerado da voz, etc.), doenças neurológicas centrais e periféricas (paresias do nervo recorrente e laríngeo superior, disfonia espástica, etc.), traumatismos externos e cirúrgicos, doenças diversas (hipotireoidismo, bócio, cardiomegalia, etc.), psicogênicas, malformações congênitas e as tumorações malígnas e benígnas.

Pode-se resumir que a emissão da fala se dá por um complexo órgão que tem músculos específicos para cada posicionamento das cordas vocais, como a adução, abdução, elevação e a sua tração. Necessita ainda, existir uma total harmonia com a caixa de ressonância nas cavidades naso-oro-faringeanas e com a parte articulatória, composa da língua, dentes e lábios. A vibração da mucosa vocal, iniciada pela exalação em decorrência da pressão subglótica, concomitante a articulação e a fonação, determinam a qualidade, a intensidade e a frequência da voz. Por isso tudo é que durante a conversação, a pessoa tem que respirar pelo nariz no intervalo das frases. Aqueles que respiram pela boca enquanto falam, sobrecarregam as cordas vocais e comumente, desenvolvem uma série de patologias nas mesmas, como nódulos, pólipos, hiperplasias, edemas, etc. Grande parte destes respiradores bucais tem a resistência nasal aumentada por desvios do septo, rinossinusites, pólipos, adenóides, etc. A integridade do nariz tem que ser bem avaliada.

O exame da laringe é hoje, muito simples de se realizar. Utiliza-se aparelhos que magnificam as imagens, filmando e fotografando as cordas vocais emitindo som, sob anestesia local, em poucos minutos. São os telescópios angulados e os nasofaringolaringofibroscópios flexíveis.

As cirurgias são também, feitas sob visão ampliada, ao microscópio cirúrgico.

O câncer in situ das cordas vocais é perfeitamente curável, pois ele é pouco invasor, acarretando metástases linfonodais muito tardialmente. É quase sempre o carcinoma epidermóide mais ou menos indiferenciado, segundo a classificação de Broders. A rouquidão persistente por mais de 10 dias é sinal de alerta e exige o exame laringoscópio pelo otorrinolaringologista.

Saiba mais: Tosse crônica

 

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